
Bilhetinho!?
E cravou em mim seu olhar de breu;
agora vazio e oblíquo.
Nervosamente, o pé agitava a poeira
do cimento, onde faltou o asfalto.
Eu continuava mudo.
Mas, como assim?
No bolso de sua carteira, escondido.
A raiva vazada.
Saiu em fúria pela rua.
Foi-se mesmo.
Minha carteira curiosa, no bolsinho
pequeno(o menor).
Um bilhetinho azul.
"O" bilhetinho.
Sem data, com letra de mulher.
Só consigo rir.
Datava na memória de cinco anos atrás, três
antes de conhecê-la...
Chutei o ar. Fui-me.
Congratulei-me pelo Dia do Homem.