
...Pouco importa o tempo, a estação
a solidão...
Pouco importa se não foram as palavras certas, aquele dia.
Se à cada dia que passa, eu penso mais em seu abraço! E penso em como eu talvez nunca te abrace.
Se tens milhares de braços...
Filas de abraços, esperando o seu.
Toda essa ilusão, não devem caber em seus braços.
E se cabem, devem se espalhar ,cair no chão!
E eu que quis apenas ser eu, mas meu eu assusta!
Porque nele não existe outra que não seja eu.
E assim passa o dia, passa a noite
passam sol e lua, e o silêncio outra vez.
Me sentei na borda do seu olhar, na curva do seu ombro,
e é difícil notar-me, se mal respiro, pra não te tirar da ilusão.
Porque em preto e branco, sei que é difícil seu dia...
e por mais abraços que tenha, não têm os braços
da rosa que desfollhada se foi!
Barco a vela no mar, sumindo, longe.
E sofro por seu sofrer, muito embora não deveria.
Mas aceito a condição, aceito a agonia.
Talvez um dia eu passe a morar em sua retina
pequenina, num cantinho ocular.
E me veja sem querer, e me abrace até sem ver
e descubra que ali é seu lugar, meio tardio,
mas ainda assim há tempo de meus braços te envolverem, e
te dar tranquilidade, água de rio doce, suave caminhada,
tardinha na chapada, talvez assim sua alma possa descansar , e seu braços, já não esperem tantos abraços, e encontre os meus.