Acasos acontecem.
Quando cruzamos ruas, atravessamos avenidas.
Quando deixamos para o amanhã, ou quando ansiosamente fazemos de hoje o amanhã!
Andavam pela praia, sentidos opostos.
O sol se pondo, fervendo ao longe, afogado na maré.
Maresia invadindo olfatos, vento salgando a pele,
impregnando...
Talvez não acontecesse, mas quis o destino incerto que acontecesse.
Passos incertos se encontraram; tímidos, confusos!
Na aridez da areia, na aridez da vida!
Fazendo surgir uma estrada algo colorida, algo alegre.
Deixando pegadas na areia, passos juntos, caminhos cruzados.
Quis o certo, o destino incerto...
Água molhava os pés, morna, quase quente...
Ao longe ainda o sol vigiava, quase se escondendo.
Querendo ver o final da cena...
Amantes no mar, por acaso.
Viravam agora versos de um poema!
